Campinas, 19 de Agosto de 2018
FURTO DE VEÍCULOS É O DELITO QUE MAIS CRESCE NO TAQUARAL
02/06/2018
Notícia publicada na edição n.121 do Jornal Alto Taquaral
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 A ocorrência que mais cresce na região do Taquaral é o furto de veículos. A constatação é da 2ª Cia da Policia Militar, sediada no Santa Genebra, que analisou os números de ocorrências na no primeiro trimestre deste ano e divulgou na audiência pública realizada no bairro Taquaral no dia 22 de maio. Em abril, quando os índices da Secretaria Estadual de Segurança Pública foram atualizados, os números se confirmaram (jan/abr): foram 239 veículos furtados, 151 veículos roubados e 168 recuperados na área.

Entre os números mais expressivos registrados na área do 4º Distrito Policial (Taquaral), além do roubo e furto de veículos, está o de os roubos: num total de 218 ocorrências envolvendo residências, pedestres e comércios - inclusive carga e bancos (sendo 62 em jan, 58 em fev, 48 em mar e 50 em abr). Também foram registrados, no período de janeiro a abril, 28 ocorrências de tráfico de entorpecentes (sendo dez em abril) e sete estupros (segundo a polícia todos restritos a ambientes domésticos) na área.

Cerca de um terço do total de ocorrências de Campinas fica registrado no 4º DP, que soma mensalmente cerca de 1.100 boletins de ocorrências, segundo informações do representante da unidade divulgadas durante a reunião do Conselho Comunitário de Segurança do Taquaral no da 7 de maio. O Distrito conta com apenas duas equipes de investigação.   

Mansões tem muitos casos

Em meados de maio houve um aumento significativo de furto de veículos no bairro Mansões Santo Antonio. Embora sem divulgar números, o capitão Hercílio de Almeida Costa, da 2ª Cia da Polícia Militar (Santa Genebra) explicou que o bairro tem características que facilitam este tipo de ocorrência, pelo grande número de veículos que ficam estacionados nas ruas.

“Os ladrões buscam facilidade”, diz ele. Se o carro está em local sem câmeras, com pouco movimento e iluminação fraca, ou ainda com objetos à vista no seu interior, vira alvo fácil. “A segurança é responsabilidade do Estado, mas precisa ter a participação da sociedade, dificultando a ação do criminoso”, afirma.

Até carro oficial sumiu no Lago do Café

O Lago do Café não é seguro à noite, pelo menos é o que indicam as ocorrências de abril: três veículos oficiais que pernoitavam no local foram furtados.  Os carros eram da Vigilância Sanitária: no dia 9/4 um da Visa Leste e em 17/04 dois da Visa Sul foram levados, com boletins de ocorrência registrados no 4º Distrito Policial. Depois disso, os veículos oficiais passaram a ser abrigados, no período noturno, na base da Guarda Municipal no Parque Taquaral. O Lago do Café tem vigilância contratada, segundo informações da Prefeitura.

Vizinhança Solidária reduz índices

Os bairros da região que adotaram o programa de Vizinhança Solidária registraram uma redução de 50% dos índices de criminalidade, segundo levantamento realizado pela Polícia Militar. A pesquisa abrange os últimos três anos. A região do Taquaral tem hoje 23 núcleos implantados, totalizando uma população de aproximadamente 26 mil pessoas. O primeiro foi instalado em 2012, no Parque Taquaral e o mais recente está em fase de instalação de placas de alerta no Jardim Colonial.

O Vizinhança Solidária é um programa articulado com a Polícia Militar e o Conselho Comunitário de Segurança que busca, por meio da prevenção primária, melhorar a segurança pública local. Se baseia em um sistema de alarmes e códigos entre os moradores, que alertam toda a vizinhança e a PM quando alguém observa movimentos suspeitos na rua ou em casas próximas. Eles usam para isso, redes de comunicação com telefones compartilhados, códigos e alertas, sirenes e placas de identificação nas ruas.

Falta cooperação tecnológica

Com uma área muito populosa formada por 26 bairros - que vão até a divisa com Jaguariúna incluindo Sousas e Joaquim Egídio - sob sua responsabilidade, a 2ª Cia da PM foca no trabalho preventivo e no uso da tecnologia. Segundo o capitão Hercílio Costa, “os números ocorrem apesar das ações preventivas, estudo dos históricos dos BOs para identificar características e modo de agir dos ladrões e várias outras iniciativas, como as blitz de segurança realizadas nas vias.

Mas ele pondera que a tecnologia que permite informações em tempo real ajudaria muito se fosse disponibilizada à PM. Ele se refere aos dados monitorados por cerca de 400 câmeras pela CIMcamp (Central Integrada de Monitoramento) de Campinas, ligada à Prefeitura. “O órgão tem câmeras com leitura de placas que se fossem disponibilizadas às viaturas que estão nas ruas, com certeza teríamos resultados bem melhores na prisão de ladrões e recuperação de veículos”, afirma. Esses dados hoje são fornecidos somente mediante solicitação por ofício, cujo trâmite demora dias. Esse trabalho conjunto só pode ser realizado mediante convênio, que apesar de dois anos de tentativas, ainda não foi assinado entre Estado e Município.

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