Campinas, 03 de Março de 2024
ZÉ CARLOS
18/10/2023
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 MP arquiva apuração de 'rachadinha' envolvendo  Zé Carlos, mas vê indícios de enriquecimento ilícito do vereador com duas décadas de mandato
 
POR RODRIGO ROSSI


Evolução patrimonial segue investigada em inquérito civil em curso na Promotoria de Justiça de Campinas e 1 Vara da Fazenda Pública 
 
 
 Ministério Público de São Paulo arquivou o inquérito civil que investigava o possível envolvimento do ex-presidente da Câmara e vereador de Campinas, Zé Carlos no caso das “rachadinhas” no gabinete dele e também na subprefeitura do Distrito de Nova Aparecida, reduto eleitoral do vereador e que tem indicações de comissionados no local. 
 
No documento assinado pelo Promotor de Justiça, Ângelo de Carvalhaes, a promotoria argumentou que não há indícios suficientes para embasar uma decisão judicial. Porém, no curso das investigações e diligências que seguiram, foi possível verificar indícios de enriquecimento ilícito do vereador, que possui quase duas décadas de mandato.
 
 "Também é certo que nos autos surgiram indícios de enriquecimento ilícito do Vereador José Carlos Silva, em quase duas décadas de mandados (fls 940/948, 1048/1059 e 1078/1102), o que deve ensejar o aprofundamento de investigação pelo ministério Público, mas foge em grande parte ao objetivo delineado nas portaria deste inquérito Civil, ainda mais não se logrando êxito em comprovar in casu a asquerosa prática da "rachadinha"", diz trecho do documento do MP, datado de 11 de outubro.
 
 
"Pode ser determinada extração de cópias para investigação , em procedimento próprio, desses indícios de enriquecimento ilícito pelo representado, considerando que o patrimônio dele, da esposa e do filho, aparentemente seria incompatível com sua renda", diz outro trecho do documento do MP.
 
A evolução patrimonial segue investigada em inquérito civil n. 897/22 em curso na 24 Promotoria de Justiça de Campinas bem como no processo n 1023308-94.2023.8.26.0114, em curso na 1 Vara da Fazenda Pública.
 
 
Na investigação sobre a 'rachadinha', consta no documento do MP consta que foram requisitados extratos bancários e extratos de utilização de vales refeição/alimentação de funcionários comissionados do vereador, mas que  não foram encontradas irregularidades. 
 
O caso começou a ser investigado no final de 2021 pelo Ministério Público, depois de denúncias anônimas de que 11 vereadores adotariam a prática ilegal. 
 
Das denúncias, cinco já tinham sido arquivadas também por falta de provas, contra Gustavo Petta, Marcelo Silva, Nelson Hossri, Filipe Marchesi e Debora Palermo.
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