Campinas, 21 de Setembro de 2020
SETEMBRO E O CÂNCER DE INTESTINO
01/09/2020
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 Câncer de cólon e reto: Setembro marca mês de conscientização sobre a doença
(A final da matéria leia depoimento deste editor)

 

Morte do ator Chadwick Boseman aumenta alerta sobre tipo de tumor que afeta a porção final do intestino, responsável por 10% de todos os diagnósticos de câncer no mundo

Na noite da última sexta-feira (28/08), o ator Chadwick Boseman, protagonista de "Pantera Negra" no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), faleceu aos 43 anos de idade, em decorrência de câncer colorretal. O tumor que afeta o intestino grosso e reto havia sido diagnosticado em 2016.

Terceiro tipo de tumor mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres em todo o mundo - responsável por cerca de 10% de todos os diagnósticos da doença -, estima-se que o câncer colorretal provoque 40.990 novos casos em 2020, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) - um número que vem apresentando aumento ano a ano. Já o número de mortes chega a 18.867, de acordo com os dados mais recentes disponíveis.

Artur Rodrigues Ferreira, oncologista do CPO/Oncoclínicas, explica que algumas condições hereditárias, doenças inflamatórias intestinais, dietas ricas em carne vermelha e processadas, baixo consumo de fibras e vegetais, além de sobrepeso e obesidade estão entre os fatores que elevam os riscos da doença entre pessoas mais jovens, caso do ator. "Aqueles com história familiar de câncer colorretal,condições hereditárias como polipose adenomatosa familiar, doenças inflamatórias intestinais como retocolite, ulcerativa e doença de Crohn, por exemplo, fazem parte de um grupo que deve sempre se manter alerta", explica.

O médico lembra ainda que não podemos esquecer dos fatores de risco para a doença que podem ser evitados a partir de uma mudança simples de hábitos cotidianos relacionados à alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e controle do peso. "Apesar de menos frequente em adultos jovens, estudos clínicos mostram que a incidência de câncer colorretal vêm aumentando nesta parcela da população. Estudos científicos não trazem ainda respostas específicas sobre os motivos disso, mas entre as hipóteses estão hábitos alimentares pouco saudáveis, como consumo de alimentos ultraprocessados e pouca ingestão de frutas, verduras e cereais. A obesidade, o estresse, o sedentarismo, o alcoolismo e o tabagismo também figuram como vilões neste cenário", pontua o Dr. Artur.

Sintomas e Diagnóstico

Geralmente, os sintomas do câncer colorretal estão relacionados ao comportamento intestinal, incluindo diarreia ou constipação, fezes finas e que apresentem sangue e/ou mucosa. Inchaço frequente na região abdominal, gases, fadiga ou falta de energia e perda de peso súbita também fazem parte da lista de sintomas possíveis.

No entanto, a ausência de sintomas não significa ausência de doença, já que em suas fases iniciais, os tumores colorretais normalmente não geram sintomas ou, quando presentes, estes podem ser inespecíficos como, por exemplo, uma dor abdominal leve e transitória, fadiga e falta de energia.
Sintomas como dor abdominal progressiva, perda de sangue nas fezes, perda de peso não-intencional, mudança do padrão de evacuação incluindo alternância entre diarréia e constipação, fezes finas são mais sugestivos de doença.

A colonoscopia é o exame padrão para investigação de doenças do cólon e do reto. Nos casos de suspeita de câncer, esse exame pode determinar a localização da lesão e permitir a biópsia para confirmação da malignidade. Hoje, a recomendação para pessoas com risco médio é que ela seja realizada aos 50 anos de idade e repetida a cada dez anos, mas frente às evidências de que pessoas cada vez mais jovens estão desenvolvendo tumores, especialistas sugerem que o rastreio possa ser iniciado aos 45 anos.

O cuidado com a saúde envolve, além da realização periódica de exames preventivos, a atenção a sinais que possam indicar alterações na saúde, caso da presença de sangue nas fezes, uma vez que quando identificado ainda em fase inicial 90% dos casos de câncer colorretal são curáveis. "No entanto, é preciso levar em conta, tanto na prevenção quanto no tratamento, os hábitos individuais e fatores hereditários, com avaliações personalizadas, a fim de uma obter uma análise mais assertiva, indo além de um protocolo relacionado à faixa etária", frisa o Dr. Artur.


Geração Millennial apresenta risco aumentado de desenvolver a doença, dizem pesquisadores

Apesar da maioria dos pacientes com a condição terem idades a partir dos 55 anos, estudos recentes indicam que esses tumores de intestino vêm apresentado incidência aumentada entre jovens adultos, nascidos após o início da década de 1980 até o início dos anos 2000 - os chamados Millennials. Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, publicado em Julho de 2019 pelo jornal JAMA Network Open, lança luz sobre este cenário preocupante: enquanto o volume de novos diagnósticos vem caindo quando observado o grupo de pessoas com mais de cinco décadas, entre aqueles que estão nas faixas etárias abaixo desta a tendência tem seguido na direção oposta, com crescimento constante nos números.

Entre 2006 e 2015, a análise mostra que as taxas de tumores de cólon e reto cresceram 3,47% entre os homens com menos de 50 anos. Já entre as mulheres, no período de 2010 a 2015 houve um acréscimo de 4,45 % considerando o mesmo recorte por idade.

O padrão indicado pelo estudo canadense é similar ao indicado em outra importante análise, feita pela Sociedade Americana de Câncer (ACS, sigla do inglês American Cancer Society) em 2017. De acordo com a entidade, Millennials têm o dobro de risco de desenvolver câncer no cólon e quatro vezes mais chance de receberem um diagnóstico de câncer no reto em comparação à geração Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964).

A ACS mostrou ainda que, de 1992 a 2005, a ocorrência geral dessa doença nos Estados Unidos cresceu 1,5% ao ano em homens e 1,6% por ano em mulheres de 20 a 49 anos. E os maiores aumentos ocorreram em pacientes entre 20 e 29 anos: cinco a cada um milhão de pessoas na faixa entre 20 e 29 anos terá a doença, enquanto considerando homens e mulheres nascidos nos anos 1950, essa variação caí para três a cada um milhão.

"Esses percentuais devem continuar aumentando ao longo dos próximos anos se não forem adotadas medidas de conscientização sobre as causas derivadas de um estilo de vida pouco saudável e a importância da detecção precoce para tratamento da doença", finaliza o Dr. Artur Rodrigues Ferreira.

Câncer de cólon e reto: Setembro marca mês de conscientização sobre a doença
Depoimento deste editor

"E podia ter prevenido se tive sse mais informações para exames de rotina e depois quando a protologista da minha esposa quase um ano antes da minha consulta decisiva me indicaou a exame de colonoscopia e eu refutei. Quando votei um tempo depois com diarréuia sanguinolenta com o toque apneas a médicas adiantou o  diganóstico:
"é um tumor e quase certyo ser maligo mas vamos mandar o material para biòpsia"
Com resultado da biópsia ela recomendou a extirpação cirugica do tumor co0m muita chances de cura. E lá fui eu para a mesa cirugica e depois vários dia de internação
Seis meses depois outra cirugia para recompor o intestino.
Depois disso examess para saber como cancer estava. Do intestino célula dontes saltaram para o fígado como metástases.
Diante disto mais duas cirurgias  para extirpar os  os pequenos'tumores' com cerca de 3 cm no máximo cada um. Na primeira quatro deles foramn sacados. Na segunda apenas um. Incluindo uma ablação que não conseguiu  o resultqado almejado que era evitar que continuasse lá aquela pequena lesão. E como complicativo como a Unimeda não queria cobrir  o precedimento não tive escolha em recorrer à Jutiça e com liminar expedida no dia da cirurgia lá fui novamente para o Centro Médico de Campinas.
Assim sobrou um que me obriga a controlá-lo com sessões de quimioterpia a cada 15 diasdesde 2017.
A medicação esta mantendo o 'tumor' com apenas 2,7 cm o que me tem garantido uma boa  sobrevida objetivo principal da medicação que não cura.
Agora uma nova luz se apresenta com possibilidade de extirpar de vez a lesão por meio deuma nova ablação mais sofisticada. Estou no aguardo da liberação da Unimed com base  ainda na liminiar qcujo juiz foi cauteloso em sua senteça afirman do que "está garantida esta interveção cobreta pelo convênio bem como tantas outras forem necessárias.
Estou ancioso pelo novo procedimento que  apesar de ser percutaneo vai exigi anestesia geral para me manter imobilizado para melhor operacionalidade do procedimento.
As energias positivas de muita gente da mais variadas correntes tem me animado e vou seguro para mais esta etapa em busca da cura emesmo diante da primeira consulta oncológica onde o proffssional aventou a possilidade de quimio para  o resto da vida.
Se tiver que ser será mas não vai ser fácil assim não. To firme e forte para mais uma! E junto comigo vem um mundaão de gente...
abs Gilberto Gonçalves






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