Campinas, 13 de Julho de 2020
CAMPINAS É METRÓPOLE
26/06/2020
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 Campinas/SP, Florianópolis/SC e Vitória/ES passam a figurar entre as atuais 15 Metrópoles. Com a ascensão de Campinas/SP, única cidade com esse status que não é uma capital estadual, São Paulo se torna a primeira unidade da federação com duas Metrópoles.

São Paulo (Grande Metrópole Nacional), Brasília (Metrópole Nacional) e Rio de Janeiro (Metrópole Nacional) possuem a hierarquia mais elevada entre as cidades. Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA e Manaus (AM) completam o grupo das Metrópoles.

Entre as Capitais Regionais nos Estados, são 32 novas cidades nessa categoria, totalizando 97. O Estado de São Paulo apresentou o maior número absoluto, passando de 12 para 20 Capitais Regionais. Esse número é ainda maior quando se considera as Capitais Regionais sob influência da Metrópole de São Paulo/SP, que espraia sua rede para outros Estados, chegando a 26 Capitais Regionais em sua área.

Mato Grosso e Rondônia, que tinham apenas Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO) como Capitais Regionais, agora possuem mais duas cidades nesse nível, respectivamente, Sinop (MT) e Rondonópolis (MT); e Cacoal (RO) e Ji-Paraná (RO). Goiás, que não possuía nenhuma, agora tem Anápolis (GO) como Capital Regional.

A pesquisa apresenta também um panorama da atratividade das cidades brasileiras que recebem pessoas residentes nos países vizinhos para acessar bens e serviços. Os temas que mais suscitaram relacionamentos entre cidades através das fronteiras são os deslocamentos para compras de calçados e vestuários, ligando 65 localidades estrangeiras ao Brasil. Outro fator de atração são as atividades culturais, que produziram padrões complexos de relacionamentos, com uma disseminação de ligações ao longo da fronteira brasileira desde o sul do Mato Grosso até o Rio Grande do Sul.

A pesquisa mostra também a distância a ser percorrida pela população de um determinado local para adquirir produtos e serviços em outras cidades. A ida a aeroportos proporciona a maior distância média de deslocamento, com 174 km. O estado que registrou o maior deslocamento médio foi Mato Grosso, com 284 km, seguido pelo Amazonas, com 273 km.

Para cursar ensino superior, a média de deslocamento foi de 92 km, enquanto para atividades culturais, a pesquisa mostra que a média foi de 66 km, a menor dentre todas as temáticas. São Paulo/SP é a cidade com maior centralidade para atividades culturais e esportivas, mas Parintins (AM) e os Arranjos Populacionais de Cabo Frio/RJ e Ribeirão Preto/SP chamam a atenção por possuírem a atração para cultura muito maior do que atração geral que exercem.

Já para serviços de saúde de alta complexidade, o deslocamento da população entre Cidades foi de 155 km, enquanto para serviços de saúde de média e baixa complexidade foi de 72 km.

O deslocamento médio da população para adquirir eletroeletrônicos e móveis foi de 73 km, número que se repete para a busca de atividades esportivas. O deslocamento médio para a aquisição de vestuário e calçados foi de 78 km. Os dados relativos aos serviços de saúde e de compras de vestuário e eletroeletrônicos foram antecipados em abril e maio, respectivamente, para auxiliar no combate à pandemia de Covid-19.

O estudo sobre as Regiões de Influência das Cidades (REGIC) 2018 identifica e analisa a rede urbana brasileira, estabelecendo a hierarquia dos centros urbanos e as regiões de influência das cidades. O resultado mostra a forma pela qual as cidades se relacionam entre si, através do deslocamento de pessoas em busca de bens e serviços, bem como pelas ligações entre sedes e filiais de empresas e instituições públicas multilocalizadas. A publicação completa e as tabelas de apoio estão disponíveis à direita desta página.

A REGIC 2018 apresenta os Arranjos Populacionais de Vitória/ES, Florianópolis/SC e Campinas/SP, a única não capital estadual, como novas Metrópoles do país. O Arranjo Populacional de São Paulo/SP segue sendo a Grande Metrópole Nacional, maior nível de hierarquia urbana. No segundo nível de Metrópoles estão os Arranjos Populacionais de Rio de Janeiro/RJ e Brasília/DF, como Metrópoles Nacionais. Já os Arranjos Populacionais de Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA e o município de Manaus (AM) completam a lista de Metrópoles.

O segundo nível são as Capitais Regionais, centros urbanos com alta concentração de atividades de gestão, mas com alcance menor em termos de região de influência em comparação com as metrópoles. O número de cidades nesta lista subiu de 70 para 97. São três subdivisões: Capital Regional A, Capital Regional B e Capital Regional C.

Goiás, embora já contasse com a capital estadual como Metrópole em 2007, não possuía nenhuma Capital Regional à época, e agora tem Anápolis (GO), na categoria Capital Regional C. Tanto Mato Grosso como Rondônia possuíam apenas uma Capital Regional em 2007, Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), e agora, possuem além da capital estadual outras duas cidades nesta hierarquia: Sinop (MT) e Rondonópolis (MT); Cacoal (RO) e Ji Paraná (RO), todas elas no nível hierárquico Capital Regional C.

As cidades consideradas na pesquisa podem ser tanto municípios isolados quanto conjuntos de municípios muito integrados, os Arranjos Populacionais (AP) - estes consistem em municípios com manchas urbanas contíguas ou que possuem forte movimento pendular para estudo e trabalho, com tamanha integração que justifica considerar como um só.

 

A pesquisa também mostra que cada centro urbano está contido na região de influência de uma outra Cidade, geralmente aquela mais acessada para se buscar bens e serviços. Todas as Cidades inseridas estão na região de influência de pelo menos uma das 15 Metrópoles. As Metrópoles de Recife/PE, Belo Horizonte/MG e São Paulo/SP são as que possuem maior número de Cidades incluídas em sua região de influência. As que abrangem maior área são as redes das Metrópoles Brasília/DF, Belém/PA e Manaus (AM).

O ESTUDO NA ÍNTEGRA
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/28042-regic-2018-campinas-sp-florianopolis-sc-e-vitoria-es-passam-a-estar-entre-as-15-metropoles-do-pais

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