Campinas, 17 de Dezembro de 2018
MAIS UM MORTO EM PRÉDIO ABANDONADO NA ADELINO MARTINS
22/01/2018
Notícia publicada na edição n.117 do Jornal Alto Taquaral
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Pela terceira vez em menos de 5 anos, um morador de rua é morto na construção abandonada de um prédio na Rua Adelino Martins, na altura do nº 500, ao lado do supermercado Dalben. Usada há anos como abrigo para moradores de rua, a estrutura inacabada é palco de histórias de amor, miséria, alcoolismo e violência. A última delas teve fim no dia 8 de janeiro, quando Osmar de Oliveira, 53 anos, morreu carbonizado no local. Sua companheira foi presa em flagrante após alegar ter sido agredida e por isso ateou fogo no corpo da vítima.

O local já foi lar também do casal Cristiano Rodrigues e Roselena da Silva. Paulistano do bairro do Jaçanã, Cristiano veio para Campinas em 1979 trabalhar de caseiro em uma residência na Rua das Hortênsias, na Chácara Primavera. Quando a casa foi vendida ele ficou sem emprego e sem teto, e decidiu mudar para o prédio abandonado. Em uma briga com outros moradores do local, ele caiu da estrutura em 2013 e morreu pouco tempo depois.
Veja a história deles, que foi publicada em agosto de 2010: 
http://jornalaltotaquaral.com.br/noticia.php?cod=415

Outro morador que ocupou o local durante alguns anos foi o pintor Gilberto, que prestava serviços na vizinhança, onde era coinhecido como ‘Magrão”. Bom profissional e considerado uma pessoa amigável, teve no descaminho da bebida um final infeliz: foi escaqueado em uma briga dentro do mesmo prédio abandonado e morreu por volta de 2014. 

 O prédio abandonado deveria ser o Condomínio Residencial Rio São Francisco, da construtora Athol, lançado em 1996.

Dois anos depois a empresa faliu e deixou os compradores na mão, pois dos 150 apartamentos colocados à venda, 86 eram da construtora, que mesmo falida não abriu mão dessa parcela e impediu a retomada da construção. Os compradores ainda brigam na Justiça para tentar recuperar o investimento. O processo acumula mais de 10 mil páginas e tramita há 20 anos na 9ª. Vara Cível de Campinas e no Tribunal de Justiça de São Paulo.

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