Campinas, 12 de Dezembro de 2017
POR NÃO PAGAR ALUGUEL, PREFEITURA PERDE CONTROLE DO CIATEC
05/08/2017
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As empresas incubadas na Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec) - no prédio localizado na Rua Lauro Vanucci 1020, no bairro Santa Cândida – poderão manter seus projetos de pesquisa, mas a operação da empresa municipal de economia mista passa a ter a gestão técnica do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O futuro do órgão será definido por uma comissão.

A decisão foi tomada após várias denúncias das empresas, que pagavam uma taxa para permanecerem incubadas, enquanto a Prefeitura não pagava o aluguel do prédio ao CNPEM e estava sendo despejada, com uma dúvida da ordem de R$ 1 milhão. Para manter as pesquisas, o órgão passa a ser administrado por uma comissão formada por três pessoas do CNPEM e três da Prefeitura, que vai discutir o futuro do órgão e também renegociar a dívida municipal.

NOTA OFICIAL

A secretaria de comunicação da Prefeitura emitiu, na noite sexta-feira (04/08) uma nota seca sobre o assunto:

“O prefeito Jonas Donizette reuniu-se nesta sexta-feira, 4 de agosto, com o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Rogério Cezar  de Cerqueira Leite, e ficou decidido o seguinte:  1) Será montado um grupo de trabalho com três pessoas da Prefeitura e três do CNPEM para renegociar a dívida antiga da Prefeitura; 2) Este mesmo grupo vai definir uma operação conjunta com a Ciatec daqui por diante; 3) Os projetos de pesquisas ora iniciados ou em andamento não sofrerão quebra de continuidade”.


DENÚNCIAS JÁ MOSTRAVAM IRREGULARIDADES

Em abril de 2016, o Jornal Alto Taquaral questionou a transparência do órgão com a liberação de verbas sem justificativas de aplicabilidade. A Prefeitura e os vereadores que aprovaram as verbas não quiseram falar sobre o assunto. Veja a matéria: http://jornalaltotaquaral.com.br/noticia.php?cod=3321

 Em maio do ano passado, o órgão teve uma troca de comando e recebeu uma Recomendação Administrativa da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público para que, até março de 2017, mantivesse no máximo dois cargos comissionados: http://jornalaltotaquaral.com.br/noticia.php?cod=3358

Em julho, as respostas enviadas à Câmara para atender questionamentos do vereador Carlão do PT se mostraram pouco esclarecedoras, e incubados começaram a questionar a administração sobre irregularidades: http://jornalaltotaquaral.com.br/noticia.php?cod=3467

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