Campinas, 18 de Agosto de 2017
PELA 5ª VEZ, LICITAÇÃO PARA DETALHAR CONTAMINAÇÃO É REABERTA
05/08/2017
Notícia publicada na edição n.111 do Jornal Alto Taquaral
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No Residencial Parque Primavera, as torres B e C (ao fundo) foram concluidas e embargadas. Na torre A, 50 famílias contam com um sistema de extração de vapores tóxicos no subsolo
 

O processo de licitação que vai escolher a empresa para investigar a área contaminada no bairro Mansões Santo Antônio foi reaberto – pela 5ª vez -  no dia 11 de julho e, se não houver novas impugnações, a sessão pública de abertura dos envelopes será em 29 de agosto às 10 h. A empresa vencedora deverá realizar uma investigação ambiental detalhada, avaliar os riscos à saúde humana e elaborar um plano de intervenção na área, que é considerada uma das maiores contaminações urbanas do Estado de São Paulo.

Na mesma edição do Diário Oficial que publicou a reabertura da licitação (13.07), é acatado o mérito da impugnação interposta por uma das empresas concorrentes e autoriza a alteração da Planilha orçamentária.  O prazo de execução do trabalho é previsto para 20 meses e o valor global máximo foi estabelecido em R$ 3.085.941,14, valor que virá do Fundo Municipal de Meio Ambiente. O Plano de Remediação deve atualizar a situação real da pluma de contaminação no subsolo e lençol freático e orientar a eventual ocupação da área.

  Para entender o caso

 A área contaminada do bairro Mansões Santo Antonio é demarcada pelas Rua Hermantino Coelho - no limite da Rua Mário Reis -  Praça Eunice do Espirito Santo Dini, Rua Dr. Francisco R. Assumpção, Rua Arquiteto José Augusto Silva até o Córrego das Cobras e sua margem esquerda na Rua Clóvis Teixeira. Estudos ambientais realizados em 2001 detectaram concentrações de metais e solventes organoclorados (cancerígenos) em solo e água subterrânea significativamente acima dos padrões ambientais.

A contaminação foi provocada pela indústria Proquima Produtos Químicos Ltda., que atuava com a recuperação de solventes na Rua Hermantino Coelho entre 1973 e 1996 e despejava seus resíduos diretamente no solo. Em 1996 a área foi comprada pela construtora Concima para a edificação de oito torres residenciais. Em agosto de 2001, quando confirmada a contaminação, três torres já haviam sido concluídas e uma ocupada no Residencial Parque Primavera.

A torre 1, ocupada por cerca de 50 famílias, tem no subsolo um sistema de extração de vapores tóxicos desde 2014. As outras duas torres concluídas não foram entregues aos compradores, que aguardam até hoje por uma solução. Somente neste ano, a concorrência foi suspensa em janeiro, reaberta em março, cancelada em maio, para ser reaberta em julho. A Prefeitura, embora procurada, não comenta o  assunto.

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